ago 07 2008

O Software Livre precisa de você!

Tag: Sem categoriakalib @ 15:22
GNU

GNU

Isso não é mentira. O Software Livre realmente precisa de você.

Como todos sabemos, o Software Livre vem ganhando a cada dia mais nome no mercado e aceitação como solução tecnológica. É comum abrirmos nosso navegador ou leitor de notícias RSS e nos depararmos com notícias que nos mostram claramente essa evolução como a recente “IBM empenhada em oferecer desktops Microsoft-Free”, anunciada no site da Linux Magazine, na qual é abordada a nova parceria da IBM com alguns dos principais distribuidores Linux numa tentativa de oferecer melhores e mais viáveis condições de venda de computadores caseiros trazendo o Software Livre como essência da máquina. É importante vermos que ele passa a ganhar seu espaço não apenas pelo custo se comparado à Softwares Proprietários, mas também pelo funcionamento eficaz do mesmo que está cada vez mais claro.

Mas como um software ou sistema operacional como o Linux, que foi criado por uma pessoa inicialmente na Finlândia poderia vir hoje a ter tamanha repercussão no mundo? Como ele poderia ganhar tanta voz, respeito e aceitação, diante do fato de que hoje é fácil chegar no colégio/faculdade/trabalho e conhecer alguém que fale do tal pinguim que roda gratuitamente em sua máquina? Como esse sistema ganhou importância tal a ponto de se manter diariamente atualizado e recebendo correções de bugs ou falhas de segurança?

A resposta para essas e outras perguntas é o senso de COMUNIDADE que se formou em volta do mesmo. Como muitos já sabem, o Linux nasceu devagar na cabeça de um desenvolvedor chamado Linus Torvalds que resolveu jogar sua idéia ao mundo expondo o que ele pensava em fazer e o como ele estava fazendo até então. Neste como está incluindo o código incialmente criado por ele bem como a forma na qual ele estava trabalhando em cima do projeto. Juntamente com essas informações, ele deixou o convite para todos os que desejassem ajudar na elaboração daquela que ele, provavelmente, não imaginasse que seria tão popular depois de alguns anos. Em menos de 24 horas Linus já havia recebido várias respostas a este convite com pessoas se oferecendo para lhe ajudar na tarefa que daria origem ao Sistema Operacional que hoje conhecemos como Linux.

Da mesma forma que o Linux precisou de voluntários e pessoas do mundo inteiro para ajudar naquele projeto inicial, o Software Livre como um todo continua precisando, cada vez mais, de pessoas dispostas a ajudar nesta disseminação de uma solução que se mostra a cada dia: Socialmente Justa, Economicamente Viável e Tecnologicamente Sustentável. Que tal você ajudar também?

Muitos até pensam em ajudar mas muitas vezes acabam inibindo esta vontade por não saber exatamente como ajudar ou achar que só pode ajudar quem tem bons conhecimentos de programação. A verdade é que além de desenvolvimento, existem outras várias formas de ajudar o Software Livre e em alguma(s) delas poderá se encaixar melhor em seu perfil.

* Divulgação - O bom e velho boca-a-boca pode ajudar mais do que você imagina. Se você fala das vantagens do Software Livre para 5 pessoas e conseguir convencer 1 pessoa a pelo menos experimentar o Software Livre, já temos um grande lucro. Pois esta ação é multiplicadora e este 1 que experimentou por indicação sua poderá gostar e repassar a idéia para mais pessoas e assim por diante neste ciclo.

* Participação em listas ou Fórums na internet - Aqui você ajuda no sentido de tirar dúvidas e dar apoio a quem possa estar começando com o Software Livre. Estas pessoas as vezes acabam desistindo do Software Livre por encontrar dificuldades e não ter ninguém para lhes ajudar ou tirar dúvidas.

* Documentação - Escrever artigos, tutoriais, dicas e manuais sobre Software Livre, seja filosófico ou técnico é sempre bom para ajudar aqueles que buscam informações sobre o mesmo na internet já que todos sabemos que até para dúvidas como por exemplo “como dar nó em gravatas”, o google é o primeiro a ser chamado como forma de pesquisa. Escrever documentações e jogar pela web, seja em sites, blogs, papers, wikis, dentre outros, aumenta as chances de este curioso achar tal informação.

* Traduções - Esta se divide em duas categorias:

** Tradução de Documentações - Muita documentação já existe sobre Linux e Software Livre em geral, mas uma grande parte deste universo de documentações ainda não se encontra nativa em nossa língua “português brasil”. Esta é tão importante quanto a de Documentação em si, já que amplia ainda mais as opções para quem busca informações e conhecimento sobre o assunto.

** Tradução de Pacotes - Quem não gosta de ter seu sistema operacional escrito em sua língua? O papel do tradutor de pacotes também é de extrema importância pois é ele quem vai tornar possível esta idéia de ter sua máquina funcionando 100% em sua língua nativa na qual as interfaces dos programas e aplicativos estarão lhe passando as informações da forma mais clara possível. Cada distribuição possui a sua forma de organizar essa tradução de pacotes, o que geralmente é simples de se fazer e muito valorizado.

* Eventos e Install Fest’s - Qual forma de divulgação seria melhor do que mostrar e/ou falar sobre um assunto pessoalmente? Os eventos possuem uma importância primordial neste sentido por estarem sempre trazendo atrativos como palestras e mini-cursos abordando o Software Livre como um todo bem como especificidades técnicas de um determinado assunto em particular. Aqui você além de ajudar na organização do evento pode ajudar com palestras, mini-cursos ou mesmo reunindo alguns amigos e organizando um Install Fest dentro do mesmo, no qual vocês estarão recebendo máquinas de pessoas que desejam ter o Linux rodando em suas máquinas mas não se sentem, por alguma razão, seguros para fazer a instalação por conta própria. Um exemplo de evento que estaremos tendo em breve é o CESOL - Congresso Estadual de Software Livre, que acontecerá entre os dias 19 e 23 de Agosto.

* Doações - Muitos projetos de Software Livre que você pode até utilizar no seu dia-a-dia são auto-sustentáveis e precisam de toda e qualquer forma de incentivo para ter uma continuidade garantida. Pessoas voluntárias utilizam suas horas vagas para desenvolver uma aplicação que muitas vezes será útil em diversas tarefas de nosso dia-a-dia. Além do tempo empregado na tarefa, muitas vezes existem custos para hospedagem da mesma a manutenção. Muitas aceitam doações por paypal por exemplo. Não é tão raro hoje em dia vermos empresas que utilizam-se de Softwares Livres para atender clientes, e como retribuição, façam uma doação ao projeto como forma de também garantir a continuidade do mesmo. Esta atitude é importante e deve sim ser encorajada. Muitos de nós as vezes ganham dinheiro por nada, como por exemplo com um blog que temos e ganhamos algum dinheiro por propagandas no mesmo, sem que nos custe nada. Este dinheiro também pode ser convertido em doação para algum projeto, como fez o BR-Linux a pouco tempo.

Estas são apenas algumas formas existentes para aqueles que pretendem ajudar de alguma forma o Software Livre. O importante é achar a sua forma de ajudar, não importa qual seja.

Lembrando que cada distribuição tem a sua forma de organização e deve-se buscar estas formas na hora de resolver ajudar em algo.

Espero ter dado algum incentivo a vocês. Ajudemos o Software Livre. Esta é a forma de retribuir por tudo que o mesmo já nos fez.

abraços

Marcelo Cavalcante Rocha / Kalib

bar


jul 28 2008

Blog Tux-CE com roupa nova!

Tag: Sem categoriakalib @ 16:44
Inspectux

Saudações pessoal!

Venho através deste post fazer a inauguração dessa nova fase de nosso blog. Agora em uma ferramenta mais versátil e otimizada, nos possibilitará uma melhor interação com o mesmo.

Há alguns dias atrás estivemos com uma enquete em nosso site, e os votos de cada um de vocês resultou neste novo blog. Esperamos que agora ele se mantenha mais ativo com a ajuda de vocês. Estaremos esperando voluntários que desejem fazer parte do time de editores do blog. Estes poderão fazer posts referentes a Software Livre. Se você deseja ingressar neste time, favor entrar em contato conosco para que possamos lhe cadastrar com os devidos privilégios.

Esta semana estivemos eu e Diego, vulgo moonnight, terminando os acabamentos no blog bem como a migração do conteúdo do antigo para o novo, e agora o mesmo se encontra pronto para assumir seu posto de blog oficial da Tux-CE.

Esperamos que esta possa ser mais uma fonte onde poderemos compartilhar conhecimento de forma livre para que todos, independente de ser ou não da Tux-CE, pela internet tenham acesso ao pouco que temos a dividir em troca de tudo o que já aprendemos com terceiros sem que muitas vezes eles saibam disso.

É isso aí pessoal…dadas estas primeiras explicações, espero que todos sejam muito bem vindos a contribuir com este nosso novo blog.

abraços


mar 27 2008

Vantagem do Aptitude sobre o Apt-Get

Tag: Sem categoriakalib @ 15:40

Novamente estou aqui para lhes passar uma pequena dica que para muitos pode nem ser novidade, porém para alguns a dúvida pode existir.

Bom, para aqueles que ainda não sabem, o apt é uma ferramenta da Debian para gerenciamento de pacotes de forma simples, amigável e rápida contando inclusive com a instalação automática de dependências necessárias para a finalização do processo. O que muitas pessoas ainda não sabem é que utilizando-se do comando “apt-get install NOME_PACOTE” serão instalados pacotes que o mesmo não removerá automaticamente posteriormente, fazendo assim um acúmulo de “lixo” em nosso sistema. Como assim? Suponhamos que eu queira instalar um aplicativo de instant messenger como por exemplo o amsn. Esta ferramenta possui dependências necessárias para seu funcionamento, sendo elas o TCL e o TK.

O seguinte comando fará a instalação do amsn juntamente com suas dependências, sem que eu precise me preocupar em buscar por elas desesperadamente na internet:

#apt-get install amsn

Ótimo! Agora tenho o meu messenger devidamente instalado, sem nenhuma dificuldade e funcionando perfeitamente. Porém, um certo dia resolvi remover essa ferramenta que com o tempo parei de usar, então para isso utilizo o seguinte comando:

#apt-get remove amsn

Perfeito! Meu amsn está desinstalado sem dificuldade alguma. ;]

Agora, e o que acontece com os dois pacotes que foram instalados juntamente com ele anteriormente? TCL e TK? Bom, eles continuam instalados, fazendo um certo acúmulo de “lixo” em seu sistema. O mesmo ocorre com todos os pacotes que forem instalados em seu sistema e futuramente removidos com o apt-get.

Onde entra o Aptitude nessa história?

Bom, o aptitude tem um funcionamento bem semelhante para a instalação de pacotes. Passaremos a adotar o mesmo cenário aqui, instalando portanto o amsn:

#aptitude install amsn

Assim como o apt-get, o aptitude irá instalar automaticamente as dependências do amsn, TCL e TK. Passado algum tempo, resolvo remover o amsn usando o seguinte comando:

#aptitude remove amsn

Aparentemente ele terá o mesmo efeito do apt-get, com o grande diferencial de excluir juntamente com o amsn, as suas dependências que outrora foram instaladas, TCL e TK.

Imagine a quantidade de pacotes desnecessários que deve existir em sua máquina…provavelmente vários. O aptitude é uma solução para que isto não ocorra mais.

Para os fans de distribuições como o Fedora que utilizam-se da ferramenta Yum para instalar seus pacotes, caso tenha surgido a curiosidade, fica a informação de que, infelizmente, o yum ainda não possui este mecanismo. A mesma curiosidade surgiu em mim e resolvi testar, porém o yum, assim como o apt-get, apenas me removeu o amsn, deixando para trás as dependências que foram instaladas.

Essa foi uma simples dica para aqueles que desconheciam este fato diferencial dentre os dois. Espero ter ajudado com esta pequena contribuição para com a comunidade. abraços e até a próxima.

.::Marcelo Cavalcante Rocha / Kalib


jan 16 2008

Consertando boot negro do (K)Ubuntu 7.10

Tag: Sem categoriakalib @ 15:37

Uma dica simples para resolver o problema que vi muitas pessoas tendo com esta nova versão do Ubuntu/Kubuntu, principalmente em notebooks.

O mesmo, às vezes, instala normalmente mas, ao dar boot não se vê nada, é inteiramente negro, aparecendo o X apenas quando aparece a tela de login. Isto é um tanto quanto chato, e eu mesmo passei por isso, pois nos passa a impressão de ter travado.

Bom, a resolução eu achei depois de uma boa googlada é uma simples configuração para corrigir um pequeno erro que faz com que o Ubuntu tente carregar isto tudo em uma resolução que a maioria dos notebooks vendidos por aqui não suporta para o splash. ;]

Mãos à obra. Por incrível que pareça, a configuração é bem simples, precisando apenas editar o arquivo /etc/usplash.conf, mudando para os seguintes padrões:
# Usplash configuration file
xres=1024
yres=768

Feito isto, apenas aplique a mudança feita.
# update-initramfs -u -k `uname -r`

Feito, pode reiniciar sua máquina e verás o resultado. ;]


ago 23 2007

De onde vem o conceito de Software Livre ?

Tag: Sem categoriakalib @ 15:35

gnu
Imaginemos o seguinte padrão: Softwares são programados através de uma linguagem. O que é Linguagem? É um conjunto de códigos que funciona como Meio de Comunicação, seja ele entre Humano / Humano ou Humano / Máquina por exemplo.

Então imaginemos que a língua portuguesa é como um Software, e precisamos dela para nos comunicar com outras pessoas, correto? Agora imagine você se os códigos da língua portuguesa fossem patenteados por alguém ou mesmo fechados. Além de você não ter livre acesso aos vários códigos que formam a língua portuguesa você ainda teria de pagar para quem a patenteou. Sim, você teria que pagar para falar!

O que isto tudo importa para a informática? Bom, infelizmente a maioria dos softwares ou programas de computador vem enfrentando esta mesma situação no Brasil, pois é através do software que eu consigo me comunicar com meu computador, e a maioria das pessoas ainda tem de pagar para falar com seu computador. O mais absurdo é que o pagamento recolhido sequer fica no Brasil, pois é entregue para uma empresa no exterior que monopoliza o mercado. O Brasil paga cerca de R$ 1.000.000.000,00 (1 bilhão) por ano em troca desses softwares.

Num sistema fechado, também não conseguimos desenvolver nossa própria autonomia tecnológica, pois não temos como estudar o seu código e não temos segurança de acesso e envio de informações em nossas próprias máquinas. Quem garante que naquele software fechado instalado em minha máquina não há junto um programa espião vasculhando minhas contas e arquivos pessoais?

No software livre você não tem obrigatoriedade de pagar nada a ninguém, desenvolvido por milhares de programadores ao redor do mundo, voluntários ou não, que compartilham seus códigos com o mundo, no software livre você usa produtos testados por milhares de pessoas que entendem do assunto e que procuraram de todas as formas possíveis, brechas, falhas, bugs e você mesmo pode ajudar nisso, você como usuário é parte importante da comunidade do software livre, sugerindo, reportando alguma falha, opinando, discutindo, ensinando e aprendendo, ou seja, o software livre vai além do uso da ferramenta, ele vai à democratização do conhecimento.

Principais vantagens da utilização de Software Livre:

* Segurança (praticamente isento de vírus, você **sabe** o que está instalando em sua máquina, pois seu código é aberto)

* Economia (você pode baixar ele sem custo da internet, tanto o software quanto a sua documentação de uso)

* Alternativa à pirataria (você não corre riscos ao ser surpreendido por fiscais cobrando por licenças)

* Engajamento (você estará utilizando uma solução mais viável para um país em desenvolvimento como o Brasil)

* Autonomia (você tem liberdade para fazer o que quiser com este software desde que siga as 4 liberdades básicas a ele atribuídas)

** As 4 liberdades foram citadas no último post: “De onde vem o conceito de Software Livre”.

SOFTWARE LIVRE! Socialmente Justo…Economicamente Viável…Tecnologicamente Sustentável.

Marcelo Cavalcante Rocha / Kalib


ago 23 2007

Por que usar a plataforma Livre ?

Tag: Sem categoriakalib @ 15:33

Imaginemos o seguinte padrão: Softwares são programados através de uma linguagem. O que é Linguagem? É um conjunto de códigos que funciona como Meio de Comunicação, seja ele entre Humano / Humano ou Humano / Máquina por exemplo.

Então imaginemos que a língua portuguesa é como um Software, e precisamos dela para nos comunicar com outras pessoas, correto? Agora imagine você se os códigos da língua portuguesa fossem patenteados por alguém ou mesmo fechados. Além de você não ter livre acesso aos vários códigos que formam a língua portuguesa você ainda teria de pagar para quem a patenteou. Sim, você teria que pagar para falar!

O que isto tudo importa para a informática? Bom, infelizmente a maioria dos softwares ou programas de computador vem enfrentando esta mesma situação no Brasil, pois é através do software que eu consigo me comunicar com meu computador, e a maioria das pessoas ainda tem de pagar para falar com seu computador. O mais absurdo é que o pagamento recolhido sequer fica no Brasil, pois é entregue para uma empresa no exterior que monopoliza o mercado. O Brasil paga cerca de R$ 1.000.000.000,00 (1 bilhão) por ano em troca desses softwares.

Num sistema fechado, também não conseguimos desenvolver nossa própria autonomia tecnológica, pois não temos como estudar o seu código e não temos segurança de acesso e envio de informações em nossas próprias máquinas. Quem garante que naquele software fechado instalado em minha máquina não há junto um programa espião vasculhando minhas contas e arquivos pessoais?

No software livre você não tem obrigatoriedade de pagar nada a ninguém, desenvolvido por milhares de programadores ao redor do mundo, voluntários ou não, que compartilham seus códigos com o mundo, no software livre você usa produtos testados por milhares de pessoas que entendem do assunto e que procuraram de todas as formas possíveis, brechas, falhas, bugs e você mesmo pode ajudar nisso, você como usuário é parte importante da comunidade do software livre, sugerindo, reportando alguma falha, opinando, discutindo, ensinando e aprendendo, ou seja, o software livre vai além do uso da ferramenta, ele vai à democratização do conhecimento.

Principais vantagens da utilização de Software Livre:

* Segurança (praticamente isento de vírus, você **sabe** o que está instalando em sua máquina, pois seu código é aberto)

* Economia (você pode baixar ele sem custo da internet, tanto o software quanto a sua documentação de uso)

* Alternativa à pirataria (você não corre riscos ao ser surpreendido por fiscais cobrando por licenças)

* Engajamento (você estará utilizando uma solução mais viável para um país em desenvolvimento como o Brasil)

* Autonomia (você tem liberdade para fazer o que quiser com este software desde que siga as 4 liberdades básicas a ele atribuídas)

** As 4 liberdades foram citadas no último post: “De onde vem o conceito de Software Livre”.

SOFTWARE LIVRE! Socialmente Justo…Economicamente Viável…Tecnologicamente Sustentável.

Marcelo Cavalcante Rocha / Kalib


jul 28 2007

Boot via HD em estações LTSP

Tag: Sem categoriakalib @ 15:32

Recentemente precisei configurar um laboratório de informática de uma faculdade de forma que os clientes LTSP utilizassem o HD local para iniciar o processo de boot via rede e carregar o LTSP. Não é o objetivo deste artigo explicar a instalação e/ou configuração de um servidor LTSP, para isso utilizem outras fontes encontradas na internet, eu recomendo este arquivo <1>.

Após algumas pesquisas me deparei com varios artigos explicando o processo de configuração da estação através do tomsrtbt (uma distribuição linux que funciona a partir de um disquete!) mas, após seguir todos os passos, não consegui dar boot nas estações. Então encontrei uma modificação feita no tomsrtbt que permite configurar a estação com um único comando! Segue abaixo o passo-a-passo.

1. Baixe a modificação do Tomsrtbt em <2>

2. Descompacte o arquivo, entre no diretorio gerado e insira um disquete novo no drive.

3. Execute o script de instalação: ./install.sh

Após alguns minutos será gerado um disquete de boot, onde você deve inicializar a estação com este disquete. Após o sistema carregar, basta digitar: ./ltsp.sh /dev/hda1 (utilize fdisk -l para descobrir a partição primária).

4 - Reinicie a máquina, você deverá ter uma opção do LILO chamada LTSP. Basta a utilizar e a estação vai iniciar o processo de boot pela rede.

Obs.: Essa solução usa um driver (etherboot) genérico que suporta diversas placas, mas vale ressaltar que podem existir problemas com algumas placas de redes não suportadas por este driver genérico, neste caso, você precisa baixar o driver correspondente a sua placa de rede em <3> e gerar novamente o disquete de boot.

Até a próxima!

Referências

* http://www.guiadohardware.net/guias/17/

* ftp://ftp.wizzy.com/pub/wizzy/wizzy-tomsrtbt-2.0.105.tar.gz

* http://www.rom-o-matic.net

* http://gufsc.das.ufsc.br/tiki-index.php?page=BootHDLTSP

Por: Alexandre Muzzio


jul 12 2007

Linux – Só não usa quem não quer

Tag: Sem categoriakalib @ 15:27

Provavelmente você já ouviu falar no bixo chamado Linux, e muito provavelmente também já tenha ouvido comparações entre o próprio e outro sistema operacional chamado Windows. Neste artigo mostrarei que o Linux é um S.O. bem robusto e completo a ponto de poder ser utilizado tranquilamente como uma opção para seu pc.

Talvez o Linux, para muitos de vocês, possa parecer uma novidade, o que de fato não é mentira. O Linux em certo ponto é novidade no que trata à Desktops ou pcs de usuários domésticos. Porém, já vinha sendo utilizado por grandes empresas, bancos, universidades e outros órgãos que dependiam de grande estabilidade e segurança.

Este robusto sistema operacional foi se destacando no mercado inicialmente em redes e servidores, porém as coisas mudam, evoluem naturalmente. Não seria diferente com nosso amigo pinguim.

Com o passar do tempo, a comunidade se dedicou no desenvolvimento e aperfeiçoamento do Linux e em maneiras para torná-lo mais viável e amigável também para usuários domésticos. Agora você deve estar se perguntando: “Mas para que? Já não temos o Windows para isso?” Na verdade esta pergunta também foi feita pelos coordenadores de TI em empresas e bancos que utilizam Linux a mais tempo em seus servidores. Mas as coisas começaram a fazer sentido e respostas foram aparecendo para esta e outras perguntas.

Como deve ser de conhecimento de todos vocês, o Windows, ao contrário do Linux, é desenvolvido por uma empresa, a tão poderosa e rica Microsoft. Como tal, é um Software Proprietário, ou seja, para se poder utilizar o Windows em seu computador você precisa pagar por esta licença de uso. Não sei se você já pesquisou isso, mas não é uma quantia muito simbólica, digamos assim. E então algumas pessoas se perguntam: “Bom, certo, eu pago por esta licença e terei um sistema operacional rodando nas 8 máquinas de meu escritório, certo?” E eu lhe respondo: Errado! Para cada uma delas você terá que pagar uma licença. E não acaba por aí. De que serve um computador apenas com o Sistema Operacional instalado? Todo computador precisa de softwares e aplicativos como por exemplo o Word, Excel, PowerPoint… Citei estes porque são geralmente os mais utilizados em escritórios. Pois bem, além da licença do Windows, você ainda teria que pagar pela licença destes aplicativos e outros que desejar utilizar.

Então: “Pronto, depois de ter gasto uma verdadeira fortuna para “legalizar” meu escritório em termos de sistema operacional e softwares, agora pelo menos terei minha sala com máquinas robustas e que darão conta de minhas necessidades!” Na verdade não é bem assim. Se estes computadores se conectam à internet, prepare-se para ter de comprar outra licença. A de um bom Anti-Vírus. Vírus são uma praga muito constante em computadores conectados a internet. Quem aqui nunca teve de formatar, perder dados ou mesmo pagar técnicos para limparem seu pc pois o mesmo estava infestado de pragas virtuais como vírus, spywares dentre outros tornando assim impossível trabalhar?

Aqui entraria o grande diferencial. E se eu resolvesse utilizar Software Livre nesse meu escritório? Eu não precisaria pagar nenhuma das 8 licenças para ter um sistema operacional nas máquinas, pois eu utilizaria Linux. Também não pagaria licença alguma com softwares e aplicativos de escritório, pois eu optaria pelo OpenOffice, por exemplo, que traz aplicativos de edição de texto, planilha, dentre outros. O próximo passo seria um anti-vírus. Bom, eu poderia instalar um que fosse livre também, porém minhas preocupações com vírus iriam diminuir em pelo menos 95% já que o Linux é um sistema bem mais seguro com relação a isso por funcionar com um método de permissões para se executar aplicativos ou arquivos.

Até aqui não tive de gastar nada para deixar meu escritório “legalizado”. Porém, é claro, tudo tem seu preço. Atualmente o mercado ainda se encontra um tanto quanto carente de pessoas capacitadas a trabalhar na área, portanto provavelmente eu teria de pagar por um treinamento de meus funcionários, o que não sairia por mais que 15% do valor total que eu teria gasto utilizando Software Proprietário.

Nos dias de hoje o Linux vem ganhando bastante espaço para uso doméstico. A quantidade de aplicativos que temos disponíveis livremente conseguem suprir toda nossa necessidade com relação à um computador. São softwares para multimídia, edição de imagens, programação, navegação, envio de emails, jogos, escritório, análises, dentre vários outros tipos.

Atualmente pelo menos 80% das páginas de internet existentes estão rodando em servidores Linux, mostrando assim sua força no ramo de servidores com segurança e estabilidade, assim como o navegador Firefox que recentemente vem ganhando cada dia mais espaço.

Finalizo este artigo com uma única frase:
Hoje em dia só não usa Linux quem não quer!

.::Kalib / Marcelo Cavalcante Rocha


jun 21 2007

Cultura Hacker - Tenha Ética e Ganharás Respeito

Tag: Sem categoriakalib @ 15:20

Com a evolução da informática e a solidificação dos sistemas de informação na comunidade um personagem passa a ter maior visibilidade em nossa comunidade ocupando um espaço no palco principal. Os hackers, ou erroneamente conhecidos como Piratas da Rede, vem tendo sua imagem atrelada à cibercriminosos com conhecimentos avançados sobre as tecnologias de redes e computação, aproveitando-se justamente das redes de comunicação para a pratica de delitos das mais diversas formas causando danos à terceiros de todos os níveis com o objetivo de simplesmente destruir dados e informações ou mesmo enriquecer com práticas classificadas como estelionato.

É comum deparar-se na mídia com este termo sendo usado num sentido bastante pejorativo, conotando indissociável relação com o crime e a ilegalidade. Seja nos filmes de Hollywood ou no jornal cotidiano, jovens com grande conhecimento aplicado à fins benignos são apontados como hackers, quando na verdade o termo que ali melhor se encaixaria seria cracker. Surge um novo personagem, este sim usando o conhecimento livre para fins não legais. Mas se assim o é, então o que é um hacker?

O finlandês Pekka Himanen, doutorado aos 20 anos em Filosofia na Universidade de Helsínquia, lançou um livro chamado A Ética Hacker e o Espírito da Era da Informação. Segundo ele, hacker é uma pessoa que tem uma paixão por tecnologia e desenvolve ou programa prazerosamente acreditando na filosofia do Software Livre, ou seja que compartilhar informação é um poderoso bem concreto e que seja um dever moral compartilhar a sua perícia facilitando o acesso à informação e a recursos computacionais onde for possível. Explica também que tal termo na verdade é um referente para o Hacker utilizado no início dos anos 60 que nasceu com programadores do MIT - Instituto Tecnológico de Massachusetts, onde a designação é um título nobre para os aficcionados pelo mundo da computação que passavam horas diante da máquina por puro prazer e curiosidade. Segundo Pekka, a origem deste equívoco remontaria a meados dos anos 80, quando surgiram os primeiros crimes computacionais, e a mídia, não sabendo como designar tais criminosos, aplicou o termo de forma um tanto infeliz.

Podemos tirar como exemplos de grandes hackers Richard Stallman e Linus Torvalds que foram alguns dos grandes responsáveis pelos fundamentos da Sociedade da Informação, principalmente no quesito de Software Livre, nos últimos 30 anos. Ou seja, a ética hacker está diretamente ligada à Inclusão Digital, pois hackers são os apaixonados que não medem esforços em empregar tempo e esforço para desenvolver formas de tornar, no caso, a Sociedade da Informação mais abrangente em fundamentos e ao mesmo tempo disponibilizar acesso aos mais variados tipos de usuários.

Seguindo esta linha de pensamento, os hackers já não são mais os vilões da história, mas sim os mocinhos pois ao analisar-mos alguns dos símbolos mais conhecidos dos tempos atuais como a internet, o computador pessoal e softwares como o sistema operacional Linux, veremos que foram criados por entusiastas trabalhando sileciosamente ou com ajuda de uma comunidade de forma a tentar quebrar padrões trazendo esta gama de evolução que temos hoje trabalhando em um ritmo livre. Sem eles o mundo da informática não seria como o temos hoje por exemplo.

Na visão de um hacker, o sentido da vida esta baseado em uma paixão. Esta paixão sendo uma coisa prazerosa, significativa ou inspiradora para o indivíduo, sendo isto chamado de trabalho ou puramente diversão. Mas quando afirmo que o hacker vive de uma paixão, não significa que sua vida seja apenas alegria e felicidade, pois muitas vezes empreende trabalho duro e tédio, porém o mesmo se compromete a fazê-lo tendo em vista o conjunto em si e o resultado que ele conseguirá propiciar a partir daquilo podendo beneficiar toda uma comunidade ou até mesmo a sociedade em geral, ou seja, ele investe esse tempo e esforço visando um bem maior. Mais prazeroso é a perda de tempo com um tédio que envolve uma paixão do que um tédio que envolve uma obrigação ou um trabalho desagradável permanente não é mesmo?!

Mesmo vivendo num mundo atual onde o capitalismo se estabilizou de forma selvagem, para um hacker o dinheiro não é um bem primordial, sendo um quesito secundário para sua sobrevivência. O dinheiro nunca foi e nunca será objetivo de vida ou meta de trabalho de um hacker, tendo que o mesmo se beneficia ou parece satisfazer-se mais em ver que pôde de alguma forma contribuir para um outro indivíduo ou até mesmo uma comunidade.

Não importando raça, credo ou nacionalidade, os hackers, em geral, são unidos em um objetivo em comum, provavelmente por meio da internet, que é fazer coisas que acham interessantes e construtivas, nos lembrando então um pouco do movimento hippie dos anos 60.

Ainda nos dias de hoje existem cada vez mais pessoas, curiosas, que investem boa parte de sua vida fuçando códigos e sistemas, muitas vezes sem permissões, à nível de estudo e análise prévia, caindo no famoso lema: “Nosso crime é a curiosidade”. Porém, esta onda de curiosidade, ligada à esta má interpretação que tem sido feita durante décadas acerca do termo hacker, fez com que alguns deles debatessem a respeito e então percebendo que não se pode ter muito controle sobre a evolução da língua, o termo que alguns passaram a adotar foi o “geek”, perdendo então boa parte do significado que a palavra hacker realmente trazia consigo, porém por outro lado também não traz a contaminação que vinha sofrendo estas décadas.

Alguns aceitam este novo termo, outros, onde eu me encaixo, preferem bater de frente e insistir na fortificação da ideologia hacker, mostrando o verdadeiro sentido do termo e tornando-o claro e conhecido por todos, para que algum dia quem sabe, os hackers sejam tratados com o devido respeito que merecem.

Kalib - Marcelo Cavalcante Rocha


jun 19 2007

Ter computador é o suficiente para Inclusão Digital?

Tag: Sem categoriakalib @ 15:26

Tal pergunta, que por muitos já foi usada como uma afirmação, nos faz refletir sobre o verdadeiro sentido do termo Inclusão Digital.

Inclusão Digital não é apenas algo como matar a sede ou a fome de uma pessoa carente financeiramente, mas engloba toda uma cultura e filosofia por trás do ato de incluir alguém neste seguimento que é o mundo da tecnologia. É fácil fazer um ato filantrópico que aborde a fome de uma creche por exemplo, pois este ato resumiria-se a doações de alimentos, porém lhes pergunto se seria o mesmo com a Inclusão Digital, bastando apenas dar um computador para quem não possui um.

Em meu ver o termo vai além do ato de dar à quem não tem, afinal de contas de que adianta dar sem lhes apresentar o que é a Tecnologia, como utilizá-la e como fazer dela um meio de interação com a sociedade?

A inclusão Digital é então tudo aquilo o que se compreende por tornar parte integrante da sociedade que gira em torno da tecnologia uma pessoa ou uma comunidade por inteiro. O ato de alfabetizar alguém no mundo da informática apresentando-lhe ferramentas úteis para facilitar suas tarefas diárias e informatizá-las tornando-as mais rápidas, eficientes e seguras.

O mercado de trabalho torna-se mais exigente a cada dia, trazendo nos dias atuas por padrão a exigência de conhecimentos básicos de informática, o que muitas vezes acaba por tornar-se uma porta fechada para grande parte da população de baixa renda e que não possui contato com este tipo de tecnologia. E é justamente este o público que mais deve ser focado em ações de Inclusão Digital, tais ações que felizmente vem crescendo e aparecendo cada vez mais.

Exemplos constantes de Inclusão Digital são projetos de comunidades regionais que se empenham em organizar eventos que visam a apresentação de tecnologias assim como palestras e mini-cursos voltados para todos os tipos de público que se mostrem interessados em aprender de forma gratuita e de qualidade.

Eu não poderia deixar de citar por exemplo a Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel, Fortaleza - CE, onde existe o Centro Digital do Ceará, modernamente equipado com 16 computadores IBM ligados à internet. Utiliza o sistema livre Linux, facilitando e incentivando o uso do correio eletrônico, além das pesquisas através do uso de bases referenciais e textuais disponíveis na rede. Tal projeto utiliza-se da tecnologia Multi-Head, o que traz uma grande economia em termos de Hardware e gastos já que baseia-se no uso de uma CPU para mais de um monitor, teclado e mouse, ou seja, no caso da Biblioteca 1 CPU para 4 usuários ao mesmo tempo.

Existe também, um projeto desenvolvido na Associação Cultural Cearense do Rock (ACR) por comunidades de software livre do Ceará, onde utiliza-se máquinas mais antigas, sem perder o desempenho, ou seja, utilizando somente 1 computador relativamente potente como servidor, podemos prover acesso à internet por exemplo para um pátio contendo 16 máquinas mais antigas e ainda assim ter um ótimo aproveitamento dos recursos computacionais. O maior atrativo do projeto é o fato de ter essa estrutura montada sem os típicos gastos com licença de Softwares devido ao uso dos chamados Softwares Livres.

Não é nenhuma novidade nos dias de hoje encontrar pelas Universidades panfletos e cartazes divulgando algum evento voltado à Inclusão Digital com palestras e oficinas de capacitação abertos à sociedade com a devida qualidade necessária para voltar estas pessoas ao duro e cada vez mais exigente mercado de trabalho.

Por fim a Inclusão Digital é mais que dar acesso, mas sim alfabetizar as pessoas sobre como fazer proveito deste acesso de forma a fazê-las presentes dentro desta sociedade.

Kalib - Marcelo Cavalcante Rocha


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